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Misirlou – a etimologia da palavra é um misto de grego e turco e significa: Mulher Egípcia. Misirlou conta a história de um amor proibido entre um homem grego cristão e uma mulher egípcia muçulmana. É uma canção folclórica da região do mediterrâneo oriental, com origens no império otomano. A autoria da música é desconhecida, mas existem versões de músicos árabes, armênios, persas, indianos, turcos, gregos e judeus.

Misirlou ganhou fama com a banda sonora do filme Pulp Fiction em 1994, mas encontram-se registos desde 1920 e a versão de Dick Dale é bem conhecida desde a década de 60. Encontram-se várias versões da música, particularmente por autores gregos. A música insere-se no estilo Rebético (considerado o blues grego e equiparado ao fado português ou ao tango argentino) que foi classificado em 2017 pela UNESCO como património cultural imaterial da humanidade.

O estilo rebético é uma expressão cultural e musical cantada e dançada onde se manifestam os sentimentos associados à pobreza nos centros urbanos: a desilusão, o desespero, a felicidade, a tristeza, o amor. De forma resumida o rebético é sobre a vida. Impossível ficar indiferente ao ritmo de Misirlou.

A versão mais genial é, na minha opinião, Les Fo’Plafonds 2019:

Misirlou versão de 1927

Misirlou versão de Dick Dale 1963

Misirlou versão Black Eyed Peas 2009 – Pump It

Misirlou versão de Les Fo’Plafonds 2019