Comecemos pela má notícia: Portugal registou hoje 24004 casos ativos. A 15 de Maio de 2020 tinha registado o máximo de 24065 casos ativos – A segunda vaga chegou.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pandemia_de_COVID-19_em_Portugal

No entanto, o número de casos graves e muito graves com internamentos e internamentos em cuidados intensivos é comparativamente mais baixo.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pandemia_de_COVID-19_em_Portugal

Também o números de mortes registadas é inferior em termos comparativos.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pandemia_de_COVID-19_em_Portugal

E, nisto reside a boa notícia, os casos detetados e a forma como estão a ser orientados e tratados é agora mais eficaz. Não obstante todas as dificuldades e erros cometidos, Portugal tem condições para enfrentar a segunda vaga com ânimo.

Atendendo às características da segunda vaga e às medidas previstas no plano da DGS será expectável que o contacto com casos de Covid19, nos próximos meses, nos seja muito mais próximo. Nas escolas, nas empresas ou nas famílias vamos assistir a vários casos positivos (moderados) de pessoas que nos são próximas e que deverão ficar em isolamento. Nós próprios podemos ser esse caso positivo. É importante as famílias precaverem-se e desenvolverem o seu plano de contingência. A possibilidade de terem um caso positivo moderado em isolamento em casa é real e para tal, relembrar as orientações da DGS pode ser útil, transcrevo algumas:

Caso não seja possível a alteração de habitação, devem ser tomadas as seguintes medidas:
• Deve permanecer separado das outras pessoas, numa divisão bem ventilada e confortável, com janela para o exterior e com a porta fechada;
• Só deve sair do quarto em situação de extrema necessidade e colocando uma máscara descartável;
• Deve evitar utilizar espaços comuns com outras pessoas presentes, incluindo nos períodos de refeições;
• Não deve partilhar a cama com outra pessoa – se possível durma sozinho;
• Deve manter distância das outras pessoas presentes – por exemplo, limitar o tempo em que está com pessoas na mesma divisão, manter uma distância de pelo menos 2 metros ou 3 passos de adulto quando estiverem outras pessoas presentes na mesma divisão (sempre que possível);
• Deve utilizar uma casa de banho diferente dos restantes membros, assim como toalhas e outros utensílios de higiene. Se tal não for possível, deve pensar numa rota de casa de banho em que a pessoa em isolamento/quarentena seja a última pessoa a utilizá-la. Após essa utilização, a casa de banho deve ser minuciosamente limpa.
Proteção de pessoas coabitantes e/ou cuidadores
• Caso necessite de cuidadores, deve limitar seu o número – idealmente a um – sendo que este não deve ser portador de doença crónica ou imunossupressão;
• Deve tapar a boca e o nariz com um lenço descartável quando tosse ou espirra;
• Os lenços de papel devem ser colocados no contentor de resíduos e em seguida deve proceder-se à lavagem das mãos com água e sabão durante pelo menos 20 segundos, secando bem;
• Se necessário, os cuidadores ou conviventes de pessoas com COVID-19 (ou a aguardar o resultado do teste) devem utilizar lenços descartáveis para limpar o muco expelido pelo espirro ou tosse;
• Se for responsável pelo cuidado de um familiar ou coabitante vulnerável ou idoso, deve, sempre que possível, transferir essa responsabilidade provisoriamente, enquanto durar a quarentena/isolamento;
• Deve, igualmente, proteger os animais de estimação mantendo distância deles. Se não for possível deve lavar as mãos antes e depois de cada contacto.
Visitas em casa
• Apenas deve frequentar a habitação quem coabitar com a pessoa em quarentena ou isolamento;
• Durante o período de quarentena ou isolamento não devem frequentar a habitação outras pessoas que não residam na mesma;
• Em caso de necessidade de contacto urgente com alguém que não coabite com a pessoa em quarentena ou isolamento, o contacto deve ser efetuado por telefone.
Lavagem regular das mãos
• Deve proceder à lavagem das mãos de forma regular ao longo do dia e sempre que se justifique;
• A lavagem das mãos deve ser feita com água e sabão durante, pelo menos, 20 segundos, secando bem as mãos no final;
• Deve evitar-se o contacto das mãos com os olhos, nariz e boca.
Evitar a partilha de alimentos e itens domésticos
• Não deve partilhar a utilização de telemóveis, auscultadores ou teclados. Se tal não for possível, desinfete os equipamentos antes e depois de cada utilização;
• Não deve beber por pacotes ou garrafas, nem partilhar alimentos ou embalagens cujo interior é manipulado com as mãos (batatas fritas, frutos secos e outros snacks);
• Não devem ser partilhados pratos, copos, chávenas, utensílios de cozinha, toalhas, lençóis ou outros itens, com pessoas que coabitem no domicílio;
• Após a utilização de utensílios de pratos, copos, chávenas, utensílios de cozinha, estes devem ser lavados com água quente e sabão (detergente de lavar louça à mão) ou na máquina de lavar louça;
• Em situações em que a pessoa com suspeita de infeção esteja a aguardar resultado de análise para COVID-19, após utilização de roupa, lençóis e toalhas, estes devem ser colocados num saco de plástico devidamente identificado, até saber o resultado de teste;
• A roupa, roupa de cama e toalhas devem ser lavadas à máquina, na maior
temperatura possível (acima de 60º), utilizado detergente de máquina. Se possível utilizar máquina de secar a roupa e ferro na maior temperatura permitidas pelas roupas em questão. Lavar as mãos após tratamento de roupas sujas.
• Evitar sacudir a roupa de cama enrolando-a no sentido de dentro para fora, fazendo um “embrulho”.
Limpeza e desinfeção de superfícies
• Devem ser utilizadas luvas e roupa protetora (exemplo: Avental de plástico), para a realização da desinfeção das superfícies;
• Devem ser lavadas as mãos, antes e depois da colocação das luvas;
• Para a desinfeção comum de superfícies (especial atenção para zonas de contacto frequente como maçanetas das portas, interruptores de luz ou outros objetos):
– Lavar primeiro com água e detergente;
– Aplicar a lixívia diluída em água na seguinte proporção: uma medida de
lixívia em 49 medidas iguais de água;
– Deixar atuar durante 10 minutos;
– Enxaguar apenas com água quente e deixar secar ao ar;
• O mobiliário e alguns equipamentos (como comandos ou telemóveis) poderão ser desinfetados após a limpeza, com toalhetes humedecidos em desinfetante ou em álcool a 70º;
• Nas instalações sanitárias:
As instalações sanitárias devem ser lavadas e desinfetadas com um produto
de limpeza misto que contenha em simultâneo detergente e desinfetante na composição, por ser de mais fácil e rápida aplicação e ação; Lavar a casa de banho, começando pelas torneiras, lavatórios e ralos destes, passar depois ao mobiliário, de seguida a banheira ou chuveiro, sanita e bidé.
• Na cozinha, deve proceder-se na seguinte ordem:
Lavar as louças na máquina ou à mão com água quente e sabão (detergente
de lavar louça à mão); Limpar e desinfetar armários, bancadas, mesa e cadeiras, não esquecendo de desinfetar os puxadores dos armários e das portas; Limpar e desinfetar a torneira, o lavatório e o ralo;
• Se houver presença de sangue, secreções respiratórias ou outros líquidos
orgânicos: Absorver os líquidos com papel absorvente; Aplicar lixívia diluída em água na proporção de uma medida de lixívia, para 9 medidas iguais de água – usar máscara na diluição e aplicação da lixívia; Deixar atuar durante 10 minutos; Passar o local com água e detergente; Enxaguar só com água quente; Deixar secar ao ar e abrir as janelas para ventilação do espaço.
Cuidados a ter com os resíduos
Os resíduos (tais como lenços, restos de comida, outro lixo doméstico) produzidos por uma pessoa em quarentena ou em isolamento, devem merecer cuidados especiais, assim como os resíduos produzidos por os coabitantes:
• Deve ser colocado um contentor de resíduos (caixote do lixo) de abertura não manual com saco de plástico no quarto/sala em que a pessoa se encontra em quarentena ou isolamento;
• Todos os resíduos produzidos pela pessoa em quarentena ou isolamento devem ser colocados exclusivamente no contentor de resíduos de abertura não manual com saco de plástico que se encontra no quarto/sala em que a pessoa está;
• Os resíduos nunca devem ser calcados, nem deve ser apertado o saco para sair o ar. O saco de plástico apenas deve ser cheio até 2/3 da sua capacidade e deve ser bem fechado com 2 nós bem apertados e, preferencialmente, com um atilho ou adesivo;
• O saco bem fechado com os resíduos deve ser colocado dentro de um segundo saco de plástico, que também deve ser bem fechado com 2 nós bem apertados e, preferencialmente, com um atilho ou adesivo;
• Os procedimentos de fecho dos sacos de plástico com os resíduos produzidos pela pessoa que se encontra em quarentena ou isolamento devem ser efetuados com proteção adequada (de preferência com luvas de uso único), para reduzir o risco de contaminação;
• Após retirar as luvas enrolando-as no sentido de dentro para fora fazendo um embrulho” sem tocar na parte de fora e de as colocar no (novo) saco de plástico para os resíduos, deve proceder à lavagem das mãos com água e sabão durante pelo menos 20 segundos, secando bem;
• Os sacos de plástico com os resíduos devem ser descartados seguindo as boas práticas com o máximo cuidado para prevenção de contaminação, nunca encostando o saco à roupa ou ao corpo. Estes sacos de plástico com os resíduos são colocados no contentor coletivo de resíduos indiferenciados (contentor de prédio/rua de lixo doméstico);
• Estes resíduos não devem ser separados para reciclagem nem colocados no ecoponto;
• Lavar sempre as mãos com água e sabão durante pelo menos 20 segundos, secando bem, após qualquer manuseamento dos sacos e dos contentores de resíduos;
• Os contentores de resíduos da habitação devem ser lavados e desinfetados
regularmente, de acordo com o descrito em 3.7.;
• Os resíduos produzidos pelos coabitantes da pessoa em quarentena/isolamento devem seguir os mesmos procedimentos descritos atrás, mas colocados no contentor de resíduos (caixote do lixo) em uso geral na habitação. Estes sacos com os resíduos deverão, igualmente, ser colocados no contentor coletivo de resíduos indiferenciados (contentor de prédio/rua de lixo doméstico).
Monitorização dos sintomas
• A temperatura corporal deve ser avaliada e registada duas vezes por dia, mesmo na ausência de sintomas;
• Em caso de alteração ou agravamento de sintomas (como por exemplo: sentir dificuldade em respirar), devem ser seguidas as recomendações descritas no ponto seguinte.
O que fazer se desenvolver/agravar sintomas?
Se desenvolver sintomas ou sentir agravamento do seu estado de saúde deve ligar para a linha SNS24 (808 24 24 24) ou, se a gravidade assim o justificar, para o 112. Se lhe foi fornecido o contacto de um profissional de saúde que acompanha o seu caso, deve usar preferencialmente esta via.
Deve ter especial atenção os seguintes sintomas:
-reaparecimento, agravamento ou persistência de febre;
-dificuldade respiratória ou falta de ar;
-fadiga intensa e anormal;
-outros sintomas que motivem a necessidade de falar com um profissional de saúde.
Devem evitar-se deslocações ao seu médico assistente e deve ser realizado contacto prévio com os serviços de saúde, averiguando alternativas à deslocação (ex. teleconsulta, prescrição de medicação à distância). Em situações de emergência com necessidade de ativação de meios de emergência médica pré-hospitalar, deve ser informado o operador da chamada da sua situação de quarentena ou doença. Se está em quarentena ou isolamento por COVID-19, é importante perceber que muitas pessoas com esta doença desenvolvem apenas sintomas leves. Nestes casos, espera-se uma recuperação completa sem necessidade de muita intervenção médica. Contudo, se sentir que os sintomas estão a aumentar de gravidade deve de imediato proceder como indicado em cima e não hesitar. Para mais informações e recomendações, pode ser consultado o microsite da Direção-Geral da Saúde relativo à COVID-19 em https://covid19.min-saude.pt/ .
O que fazer se um membro do agregado familiar desenvolver
sintomas
Se um membro do agregado familiar ou coabitante desenvolver sintomas compatíveis com COVID-19 (febre, tosse ou dificuldade respiratória), deve ligar de imediato para a linha SNS 24 (808 24 24 24) ou, se a gravidade assim o justificar, para o 112. Nesse caso, deve informar o operador da chamada que coabita com uma pessoa em situação de quarentena ou doença. De seguida, deve ligar para o número de telefone que lhe foi indicado pela Autoridade de Saúde para comunicar o aparecimento de sintomas do coabitante.
Manter-se motivado durante o tempo de quarentena ou isolamento
Estar isolado ou em quarentena pode ser uma tarefa difícil. As seguintes medidas podem ajudar:
• Mantenha contacto com amigos e familiares via telefone ou outros meios
telemáticos;
• Procure informação fidedigna sobre o Coronavírus. Conhecer a doença vai
reduzir a sua ansiedade sobre a mesma;
• Informe as crianças da situação, utilizando linguagem adaptada à idade;
• Dentro do possível mantenha as restantes rotinas intactas, tais como horários de alimentação e de sono;
• Mantenha uma alimentação mais variada e saudável possível;
• A atividade física pode ser boa para si e para a sua família. Procure aulas online que o ajudem a fazer exercício em casa;
• Lembre-se que o isolamento é temporário, aproveite para descansar!”